segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

intensidade

"Sinceramente, não há coisa no mundo pela qual eu sinta mais ódio do que eu mesmo. Eu tenho um ódio tão grande de mim mesmo que sinto desejo de morte quando meus olhos miram minha face refletida no espelho. Eu me odeio tão intensamente quanto Hitler odiava os judeus. Me odeio demais por ser eu o responsável pelos meus fracassos, erros que cometo, coisas estúpidas que faço, pelo amor brutalmente não correspondido que sinto, pelos meus desejos reprimidos, pela minha teimosia, impaciência, idiotice, falta de capacidade. Me Odeio porque ao longo de minha vida não consegui fazer metade das coisas que quero e porque sei que, para as que faltam, provavelmente serei incapaz demais para realiza-las. Sinceramente, não há coisa no mundo pela qual eu sinta mais amor do que eu mesmo. Eu tenho um amor tão grande por mim que quero me beijar quando meus olhos miram minha face refletida no espelho. Eu me amo tão intensamente quanto Hitler amava a raça ariana. Me amo demais por ser eu o responsável pelos meus sucessos, acertos que cometo, pelas coisas sensatas que faço, pelo ódio brutalmente correspondido que sinto, pelos meus desejos realizados, minha paciência, esperança, razoabilidade, competência. Me amo porque ao longo de minha vida não consegui fazer metade das coisas que quero e porque sei que, para as que faltam, provavelmente serei totalmente capaz de realiza-las. Pois me odeio porque amo me odiar e me amo porque odeio me amar. Contraditório? Não acho. Por fim, digo enfim que sou indiferente a mim."

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intenso não? mas, no mínimo, interessante :O

3 comentários:

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  3. Eu entendi. É contraditório, sim, claro. Por isso o seu jogo de palavras e colocações ficam interessantes e por isso que a intensidade paradoxial dos sentimentos em questão é evidenciada. Egocêntrico. Você é egocêntrico. Você é apenas 60% de tudo o que você é. O resto é resultado da interação social e de alguns genes herdados.

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